Trabalhos individuais
Perspetivas do desenvolvimento humano
Neste 3º período abordamos as perspetivas do desenvolvimento humano, analisando os traços fundamentais de cada perspetiva. Cada pessoa escolheria uma perspetiva entre os nove investigadores e deveria explorá-la. Optei por selecionar a teoria evolucionista de Charles Darwin primeiro por este ser me familiar, pois em outras matérias já tínhamos estudado o biólogo inglês, e também porque a sua teoria de seleção natural suscitou-me interesse pois considero que esta seja das teorias primordiais.

Charles Darwin, nascido a 1809, foi um dos estudiosos mais importantes quando se fala de comportamento e evolução das espécies, tendo escrito a obra "A Origem das Espécies" publicando-a em 1859. Para escrever esta obra o biólogo terá realizado uma viagem que durou cerca de 5 anos onde abriu mão das suas crenças criacionistas e então começou a estudar o evolucionismo.
Conceito:
Desenvolvimento:
Sendo que somos uma espécie muito específica percebemos a complexidade do desenvolvimento humano, isto é o conjunto de transformação por que passa um indivíduo, da gestação até à morte.
É um processo multidimensional pois ocorre tanto a nível físico como psicológico abrangendo diversos domínios tais como a moral, a cognição, o domínio psicossexual entre outros...
Existem diversas teorias que se centram na análise de um determinado domínio do desenvolvimento humano. Uma vez que cada um de nós é um ser único, todos estes domínios não vão estar apenas interrelacionados, mas também vão ser interrelacionados pelos psicólogos na sua investigação.
Há 160 anos, o naturalista britânico Charles Darwin publicava o livro "A origem das espécies'" (1859) e mudava radicalmente a biologia com a sua Teoria da Evolução.
Na época, a explicação dele sobre a origem do ser humano representou uma verdadeira revolução, pois desafiava as convicções religiosas — uma vez que, até meados do século 19, a maioria dos cientistas ocidentais compartilhava a ideia de que Deus tinha concebido todas as criaturas do planeta.
Alguns pesquisadores já falavam sobre uma possível evolução das espécies, mas Darwin foi o primeiro a oferecer provas científicas e a explicar o mecanismo que a torna possível: a seleção natural.
Desta forma, ele tornou-se um dos pensadores e cientistas mais importantes da história. Mas, antes, precisou de embarcar numa viagem por cinco continentes, fazer centenas de experiências e aprimorar as suas ideias ao longo de 20 anos.
Tudo começou em 1831, quando o então estudante de 22 anos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, foi convidado a participar numa grande expedição como naturalista.
Ele passou quase cinco anos a bordo do navio HMS Beagle, percorrendo vários continentes, a começar pela América do Sul. De lá, ele regressou com dezenas de exemplares de seres vivos, ilustrações e fósseis.
Os fósseis deram-lhe uma das primeiras pistas sobre a evolução — quando se deparou com os restos de um milodonte, um animal gigante já extinto, parecido com a preguiça, ele deduziu que a semelhança não poderia ser mera coincidência.
Ao passar pelo arquipélago de Galápagos, no Oceano Pacífico, Darwin observou que em cada ilha existiam espécies distintas de tartarugas, que se diferenciavam pelo tamanho do pescoço e pelo formato dos casos.
Após anos de estudo, ele chegou à conclusão de que as diferenças nas tartarugas que viu em Galápagos eram produto da evolução.
De acordo com a sua teoria, há uma luta pela sobrevivência na natureza, mas aquele que sobrevive não é necessariamente o mais forte e, sim, o que melhor se adapta às condições do ambiente em que vive.
No ambiente árido, as tartarugas de pescoço longo alcançavam os arbustos para se alimentar. Enquanto aquelas que viviam em local húmido, podiam comer relva e proteger-se dos predadores graças ao pescoço curto e à carapaça arredondada.
Avanços científicos vieram a comprovar a teoria de Darwin, e até a Igreja Católica aceitou-a décadas mais tarde, com as devidas correções de que a evolução era compatível com a fé.
Assim conclui-se que:
Darwin desconhecia a existência da genética, mas mesmo assim apercebeu-se da existência de diferenças dentro dos animais da mesma espécie. Este percebeu também que haveria proporções diferentes dentro desta diversidade de características. Por isso existiria uma fator que iria influenciar na evolução das espécies: a seleção natural.
A seleção natural é uma seleção que depende unicamente do ambiente. Os seres vivos com os organismos mais adaptados e com características hereditárias que favoreçam a reprodução tendem a sobreviver em maior quantidade e deixar mais descendentes. Em contrapartida organismos com característica hereditárias menos vantajosas iriam ser naturalmente menos aptos a sobreviver.
Parte da informação foi retirada deste vídeo, disponível no Youtube.
Concluindo, a perspetiva naturalista sobre o ser humano deu maior importância às características com que nascemos e ao papel do ambiente natural na explicação do nosso desenvolvimento, especialmente nas primeiras fases da vida.
Evolucionismo – Trata-se da teoria científica desenvolvida por Darwin, que procura explicar como surgem e evoluem as diferentes espécies. Segundo esta teoria, as mudanças e adaptações dos seres vivos ao seu ambiente resultam da seleção natural, da hereditariedade e das mutações genéticas.
Mas Darwin não limitou o seu interesse científico à origem das espécies. Foi também pioneiro na identificação e interpretação de emoções universais e do papel que estas desempenham para a nossa sobrevivência
Qual a relação da sua teoria evolucionista com as emoções?
O biólogo defendeu que as emoções são adaptativas, ou seja, surgiram e mantiveram-se ao longo da evolução porque ajudaram os indivíduos a sobreviver e a reproduzir-se, e são programadas pelo processo de seleção natural. Sem ignorar a sua dimensão fisiológica, valorizou sobretudo a função comunicativa e os aspetos expressivos da emoção.
Conclusão:
Com este trabalho, aprendi que a seleção natural é o mecanismo que explica como as espécies evoluem e se adaptam ao ambiente. A teoria de Darwin não só revolucionou a biologia, como também teve um impacto profundo em áreas como a psicologia e antropologia. Compreender a seleção natural ajuda-nos a perceber que a diversidade da vida é o resultado de milhões de anos de pequenas mudanças, acumuladas, e que todas as espécies, incluindo nós, somos fruto desse processo natural e contínuo.